16.12.14

Não sei...

A magia das palavras é esta:
Escrevemos um poema inspirados por uma imagem e de repente descobrimos outra imagem que parece ser, também ela, gémea desse poema. Assim se vão tecendo as letras e as cores delas.
André Neves - Ilustrador e autor de livros infantis)

não sei se sou ave se gato se janela se escada
sei apenas que sou sempre vontade de céu de altura de asas
sei até que não sou chão nem raiz e moro sempre onde não estou
e que devo ser pelo menos nuvem estrela princesa ou fada
porque todos os meus sonhos são brinquedos
espalhados pelas minhas mil e uma casas



ilustração de André Neves


http://2.bp.blogspot.com/-UOj5RzPCSUg/UORQUw2UcgI/AAAAAAAAAzk/_HtQW9ocAhk/s1600/nevssarmede30f.jpg

12.4.14

A Fátima Afonso e eu - finalistas (2.º lugar) no VII PRÉMIO INTERNACIONAL COMPOSTELA PARA ÁLBUNS ILUSTRADOS

Ver notícia AQUI 
e AQUI

Vencedor:  A obra intitulada “Ícaro”, do ilustrador Federico Delicado, foi distinguida com o VII Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados, no valor de 9000 euros e respetiva publicação nas cinco línguas peninsulares no próximo mês de outubro. Trata-se de um texto “muito contemporâneo”, segundo o júri, que o definiu como um trabalho “para pensar e sentir” pela sua capacidade para “despertar as consciências, sendo simultaneamente provocador e esperançoso”.


 
O álbum “Sonho com asas”, das portuguesas Fátima Afonso e Maria Teresa Martinho Marques, foi finalista

Para além de ter deliberado por maioria “Ícaro” como a obra vencedora, o júri do VII Prémio Internacional Compostela declarou finalista o álbum intitulado “Sonho com asas”, das portuguesas Fátima Afonso e Maria Teresa Martinho Marques, de Setúbal e Azeitão, respetivamente.


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Sonho com asas

"(...) E escolher é já metade do movimento, é aragem. Brisa quase vento. Pedaço da viagem.
Primeiro janela, depois horizonte-desejo alento e partida num barco à vela.(...)"


O Júri... com os trabalhos selecionados.


Pela sua qualidade, o júri recomendou a edição de “Antoni Gaudí”, de Dàlia Adillón Mars, da localidade barcelonesa de Vic; “Pescadoras”, de Nadia Graciela Menotti Ayala, de Buenos Aires; e “Máquina Ballena”, de Federico Fernández Alonso e Germán González Pintos, de Vigo.


Ao VII Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados apresentaram-se 255 trabalhos de uma “grande qualidade”, originários de 21 países. O júri foi constituído pelo ilustrador português João Vaz de Carvalho, pela escritora Fina Casalderrey, pela professora Ángeles Abelleira, Manuela Rodríguez em representação da KALANDRAKA, pelo chefe do Departamento de Educação do Município de Santiago, Xosé Manuel Rodríguez-Abella, e pela vereadora da Educação, María Castelao.
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Uma alegria imensa! :)

8.2.14

como se faz um poema

desenha-se um desenho que sai de dentro sem se saber de onde


pinta-se esse desenho digitalmente porque apetece outra coisa dele
(Adobe Photoshop com duas texturas gratuitas de http://lostandtaken.com/ sobrepostas e trabalhadas)


corta-se mais um pouco porque só faz sentido um fragmento


depois escreve-se o poema que também sai de dentro sem se saber exatamente de onde...



31.1.14

Invasão da Casa Andresen - Edições Eterogémeas

Mais uma participação numa coletânea a convite do editor Luís Mendonça...

Tudo começa aqui: Invasão da Casa Andresen - Animais de Museu


e acaba AQUI, numa caixa-livro cheia de ilustrações de muitos ilustradores e textos de muitos escritores

foto minha

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Testemunhos:

"Não há fotografia possível para o livro impossível que o Gémeo Luís criou nas suas edições eterogémeas a propósito da Invasão da Casa Andresen - Animais de Museu por uns certos bichos, entre eles escritores e ilustradores/desenhadores. " (palavras e imagem por Inês Fonseca Santos)
 


Ilustração que realizei para o belo livro/caixa "INVASÃO DA CASA ANDRESEN" concebido por Gémeo Luís para as Edições Eterogémeas. (João Vaz de Carvalho)




30.1.14

Poema de maçã


Não podendo ser diferente,
estou aqui à frente
de uma tarte de maçã que não há
porque ninguém a fez.
Corto-a devagar com a faca que não tenho
nem preciso
e levo uma fatia de coisa alguma à boca
num prato vazio
que não vi.

Curioso...
cheira e sabe a maçã
a fatia
deste poema
que (não) comi.

Mão-cheia de mãos... já saíu! (Edições eterogémeas)

Estou muito contente, é claro! :)

Texto meu e ilustrações de um coletivo de ilustradores.

Mão-cheia de mãos

EDITORA ETEROGEMEAS
Rua do Rosário Nº223
4050-524 PORTO. PORTUGAL
T. 22 338 95 23 _ 91 90 814 98
eterogemeas@netcabo.pt