31.1.14

Invasão da Casa Andresen - Edições Eterogémeas

Mais uma participação numa coletânea a convite do editor Luís Mendonça...

Tudo começa aqui: Invasão da Casa Andresen - Animais de Museu


e acaba AQUI, numa caixa-livro cheia de ilustrações de muitos ilustradores e textos de muitos escritores

foto minha

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Testemunhos:

"Não há fotografia possível para o livro impossível que o Gémeo Luís criou nas suas edições eterogémeas a propósito da Invasão da Casa Andresen - Animais de Museu por uns certos bichos, entre eles escritores e ilustradores/desenhadores. " (palavras e imagem por Inês Fonseca Santos)
 


Ilustração que realizei para o belo livro/caixa "INVASÃO DA CASA ANDRESEN" concebido por Gémeo Luís para as Edições Eterogémeas. (João Vaz de Carvalho)




30.1.14

Poema de maçã


Não podendo ser diferente,
estou aqui à frente
de uma tarte de maçã que não há
porque ninguém a fez.
Corto-a devagar com a faca que não tenho
nem preciso
e levo uma fatia de coisa alguma à boca
num prato vazio
que não vi.

Curioso...
cheira e sabe a maçã
a fatia
deste poema
que (não) comi.

Mão-cheia de mãos... já saíu! (Edições eterogémeas)

Estou muito contente, é claro! :)

Texto meu e ilustrações de um coletivo de ilustradores.

Mão-cheia de mãos

EDITORA ETEROGEMEAS
Rua do Rosário Nº223
4050-524 PORTO. PORTUGAL
T. 22 338 95 23 _ 91 90 814 98
eterogemeas@netcabo.pt






Antologia organizada por Luísa Ducla Soares: "Poesia para todo o ano" (um privilégio estar por lá com dois poemas)

AQUI
e
AQUI


Sinopse
Esta antologia, dirigida especialmente a crianças do 1.° Ciclo do Ensino Básico, é certamente uma bela iniciação à poesia e constitui um apoio para professores e encarregados de educação. Inclui poemas de todos os livros presentes nas Metas Curriculares de Português para este nível de ensino e muitos dos que figuram no Plano Nacional de Leitura.

Através dos mais reconhecidos poetas do passado e contemporâneos, abrange temáticas abordadas nos quatro primeiros anos de escolaridade, procurando estimular o prazer de ler e o gosto pela poesia e pela língua portuguesa.

os meus dois cantinhos (poemas) neste livro... 



Fiquei contente! É um privilégio imenso...

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Luísa Ducla Soares organiza "Poesia para todo o ano"

Luísa Ducla Soares organiza "Poesia para todo o ano"



Poemas matemáticos, sobre nós e os outros, sobre a terra e o mar e para dias especiais foram reunidos pela escritora Luísa Ducla Soares na antologia para a infância "Poesia para todo o ano", da Porto Editora.
A coletânea, que será lançada, foi feita a pensar nos alunos do primeiro ciclo do ensino básico, adequa-se com os temas que integram os programas curriculares e alguns dos poemas figuram em obras do Plano Nacional de Leitura.
A escolha recaiu em mais de uma centena de poemas da literatura portuguesa, de autores como Manuel António Pina, Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Pessoa, João Pedro Mésseder, José Fanha, Eugénio de Andrade, Bocage, Cecília Meireles, Miguel Torga e Alexandre O'Neill.
Foram incluídas ainda rimas da tradição oral, textos de António Torrado, José Jorge Letria, Matilde Rosa Araújo e Sidónio Muralha.
Luísa Ducla Soares repartiu os poemas em dois graus de complexidade, consoante os dois primeiros ou os dois últimos anos escolares do primeiro ciclo, e agrupou-os por temas.
Há poemas para dias especiais, como o 25 de abril de 1974, poemas sobre a terra e o universo, poemas dos seres vivos - do cogumelo ao crocodilo -, poemas sobre seres nunca vistos - fadas, fantasmas, gigões e anantes (segundo Manuel António Pina) - e outros sobre os sentimentos - medo, alegria ou a humildade.

29.1.14

"Capuchinho Vermelho: Histórias secretas e outras menos" - apresentação em Lisboa, Biblioteca Nacional


Por conta da celebração dos 200 anos dos Contos dos Irmãos Grimm, o meu amigo Professor e Escritor José António Gomes (João Pedro Mésseder), convidou-me generosamente à escrita de um texto para integrar o livro (coletânea) da Editora Bag of Books "Capuchinho Vermelho: histórias secretas e outras menos", que agora vai ser novamente apresentado num novo evento em Lisboa (Biblioteca Nacional).

Estão todos convidados!

(Desta vez estarei presente.)







tu
tu
tu   tu
mau tu
tu eras mau e eu sabia
e sabia que assim mesmo te queria
no caminho da floresta eu atrás de ti
e lá queria saber de conselhos e de medos
e de lendas e de flores e de estradas sem perigos
e de luzes claras brancos passos coelhos fofos e amigos
cada pão salgado e doce cada biscoito na cesta era já teu
avisos: é inferno e má era eu toda fantasia a pensar no céu
a fingir que era menina e muito cheia de segredos
nem sonhava perguntar-te qualquer coisa
não queria saber (saber o quê?)
o meu vermelho é escuro bom
não quero príncipe
lobo meu

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 (mais) fotos do evento AQUI

26.1.14

Abril certo na hora incerta...

E lá fui até ao Porto onde participei no lançamento do livro "Abril certo na hora incerta", de vários autores, com ilustrações do pintor Roberto Machado, (para o qual escrevi um poema, a convite de José António Gomes)

Meio Abril?
 
Faz-me um Abril mapa inteiro
para colorir
a vermelho
labirintos
descoloridos
onde perdidos nos afogamos.
Faz-me um desenho Abril janela
a explicar
esta súbita
falta de ar
e um caminho
para escapar dela.

Tenho de ser eu?

Não podes ser tu a dizer por mim
não em vez de sim
letreiro apontando a porta
onde saio?

(Verdade?
Se não for eu
mais a minha mão
não há Abril inteiro
só meio Abril
não temos canção
nem sequer há Maio?)


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25.1.14

Das Palavras - Edições Eterogémeas

... e de uma imensa alegria!

Lembram-se desta entrada? Desculpem, mas não resisti...

Finalmente viu a luz a segunda edição do livro "Das Palavras", que foi indicado como sugestão no Plano Nacional de Leitura. E havia um segredo em preparação que agora pode ser revelado. A editora mudou... e a minha querida amiga Fátima Pais, responsável pela capa e ilustração da primeira edição, deu-me carta branca (só os verdadeiros amigos nos abraçam desta forma altruísta) para, uma vez que havia mudança de editor, ser outro o ilustrador. O livro integra o conjunto de obras do Plano Nacional de Leitura.

Conseguem adivinhar em que editora mora agora o livrinho? Quem editou? Quem ilustrou a capa?
Não é um desafio difícil para quem tem acompanhado a teia de perto...

Sim.
Eterogémeas:
www.eterogemeas.com
Sim.
Gémeo Luís, Luís Mendonça:
www.gemeoluis.com
Que para além de ilustrar a capa, como editor foi o responsável pelo design do livro (que está lindo... o que é que se há-de fazer? Hoje não consigo esconder a alegria...)

E pronto!
Partilhei!
Deixo-vos a ficha do livro e fotos que o Luís me enviou. (E estou aqui com um sorriso tonto... Os meus filhotes são de papel!)



Das Palavras
Teresa Martinho Marques
Editora Eterogémeas, Porto, 2007
Colecção Desafios





24.1.14

Provérbios Repenteados - Editora Eterogémeas

Partilho convosco


um Livro novinho


(que nasce na sequência dos Provérbios Despenteados - Editora Mirante, já esgotado)

 




ilustrações de Emílio Remelhe
Provérbios Repenteados
texto 3za éme, ilustrações Emílio Remelhe, apresentação José António Gomes direcção de edição e design Luís Mendonça, colecção Notas à Solta e a Ieltsar se vai ao longe, edição Éterogémeas e IELT, Instituto de Estudos de Literatura Tradicional
Contacto: luismendonca@netcabo.pt - Rua do Rosário 223, 4050-PORTO, Portugal


Águas passadas
não movem moinhos…

E as portas fechadas que ficam
para trás
será que vão dar a alguns caminhos?



20.1.14

Outra coisa...


Era uma vez um lobo que tinha uma varinha mágica e uma fada com unhas grandes e dentes aguçados. Ele não era perigoso e encantava quem lhe pedisse, ela não era meiga nem gentil. Havia também um livro vazio e solitário que queria contar uma história, mas não a queria contar assim e pediu a ambos que trocassem de lugar para as coisas ficarem mais como deviam ser, fosse lá o que isso fosse.
Ora cada um deles vivia de um dos lados de uma ponte que ajudava quem precisasse a trocar de margem. Nunca nenhum havia visitado a outra ponta da ponte e pareceu-lhes que poderia ser uma excelente oportunidade de conhecerem o seu lado, mas olhado de outro lado.

Esperavam que a aventura pudesse permitir a tal transformação, mais desejada pelo livro que por eles próprios, habituados que estavam a ser como eram. Mas a ideia de aparecer nas suas páginas e ficarem famosos era assim como, para alguns, aparecer na televisão: apetitosa.
Assim foi. Percorreram a distância, cruzaram-se a meio cumprimentando-se e chegaram ao outro extremo. Aguardaram. Aguardaram mais um bocadinho. Nada. O outro lado nem parecia o mesmo sem si. Era assim como olhar para um espelho e não estar lá. Ou parecer outro sem o ser.
O livro esperava a transformação ansioso a ver se finalmente conseguia escrever a história que lhe apetecia, com personagens reais iguais às que havia imaginado. Nada acontecia.

O silêncio que se escutava era quase assustador. Até o rio debaixo da ponte emudeceu ao olhar para a cara triste e vazia do livro que perdera toda a esperança de se preencher com as palavras que desejava.
Foi preciso eu explicar-lhe que as histórias são como queremos, que nelas podemos inventar quem quisermos, como nos apetecer, para os barulhos todos regressarem e o mundo desemudecer. Ouviram-se algumas gargalhadas da fada e do lobo enquanto trocavam novamente de lugar e a fada fazia menção de o comer com as unhas postas em jeito de garra, ao mesmo tempo que o lobo, com gestos delicados, fingia que a encantava com a sua varinha mágica. O rio continuou a deslizar entre ruídos de conversa com as pedras das margens e os peixes que aninhava em si. O livro abriu-se num sorriso e pôs-se a contar histórias em voz alta.
A histórias, essas, já as conhecemos. Um lobo muito mau a comer avós, a assustar meninas ou porquinhos... fadas sempre boas aqui e acolá.
A vida real é para ser real.
Os livros, se quisermos, podem ser outra coisa.

17.1.14

... do tempo

Um poema sem tempo tem menos palavras do que um poema com tempo.

Num poema sem tempo o coração bate mais depressa do que num poema com tempo.

Este poema sem tempo repete mais palavras do que um poema com tempo.

O poema que eu queria escrever era um poema com tempo, mas só sobra tempo para um poema sem tempo.

Um poema sem tempo esconde-se sempre na sombra de um poema com tempo.

Onde um poema sem tempo sufoca, um poema com tempo pode respirar.

O poema com tempo reproduz-se, o poema sem tempo morre(-se)

Árvore é um poema com tempo, flor é um poema sem tempo.

(cada um no seu tempo, ambos sempre a tempo de voar)